Cibersegurança para Escolas
Proteger a informação e garantir a continuidade pedagógica
Nos últimos meses, aumentaram os ataques a sistemas informáticos em todos os setores, incluindo a educação, resultando em perdas de dados, interrupções escolares e custos de recuperação, afetando tanto a administração da escola quanto o normal funcionamento pedagógico.
Esses ataques, muitas vezes realizados por grupos organizados ou indivíduos mal-intencionados, exploram vulnerabilidades tecnológicas e humanas, como a falta de formação adequada em cibersegurança e a ausência de investimentos em sistemas atualizados de proteção. Como consequência, as escolas podem enfrentar não só atrasos significativos nas atividades letivas, mas também a exposição de dados sensíveis de alunos e funcionários. Perante este cenário, é fundamental implementar estratégias eficazes de prevenção, como a sensibilização dos utilizadores, a adoção de softwares de segurança robustos e políticas rigorosas de gestão de acessos. Só assim será possível mitigar os impactos destes incidentes e assegurar um ambiente digital mais seguro para toda a comunidade educativa.
A proteção da informação nas escolas exige mais do que medidas básicas. É necessário implementar soluções robustas e integradas que reduzam a probabilidade de intrusão e minimizem o impacto de eventuais incidentes. A orientação sobre cibersegurança é, por isso, um investimento essencial para garantir a segurança dos dados dos alunos, docentes e colaboradores, bem como a estabilidade das plataformas educativas.
De seguida, recordamos alguns comportamentos para que este ano possa correr sem sobressaltos no que diz respeito à segurança dos sistemas tecnológicos usados pelas escolas, professores e alunos. Assim:
1. Senhas Fortes e Seguras
- Cada utilizador deve criar senhas únicas (nos e-mails e demais plataformas), com letras, números e símbolos.
- Evitar senhas óbvias como “123456” ou “admin”.
- Recomenda-se o uso de gestores de senhas para facilitar a gestão segura e o uso de passwords robustas.
2. Autenticação Multifator (MFA)
- Implementar MFA nos acessos a plataformas administrativas e de educação (como o Moodle, Teams, Google Classroom…).
- Adicionar uma camada extra de segurança através de códigos enviados por SMS, e-mail ou apps de autenticação (ex: Microsoft Autenticator, Google Autenticator).
3. Navegação Segura na Internet
- Verificar se os sites utilizados têm HTTPS.
- Evitar aceder a plataformas escolares através de redes Wi-Fi públicas sem proteção (usar VPN sempre que possível – há softwares anti-intrusão, como antivírus efirewalls, que incluem essa funcionalidade).
4. Atenção aos E-mails e Links Suspeitos
- Alertar os docentes e funcionários para e-mails suspeitos, com linguagem alarmista ou erros ortográficos, ou que se façam passar por orientações superiores.
- Nunca clicar em links ou abrir anexos de remetentes desconhecidos.
5. Atualizações Regulares
- Manter todos os dispositivos escolares atualizados de forma automática, com os últimos patches de segurança.
- Utilizar antivírus e firewalls devidamente configurados e atualizados.
6. Cópias de Segurança (Backups)
- Realizar backups frequentes (semanais, no mínimo; diárias de preferência) dos dados administrativos e pedagógicos fundamentais.
- Utilizar soluções de backup cloud imutável ou backup redundante, protegidas contra alterações maliciosas.
- Isolar fisicamente e logicamente os sistemas de backup (e manter pelo menos as últimas 3 cópias de segurança).
7. Monitorização dos Sistemas
- Implementar ferramentas que detetem comportamentos suspeitos nos sistemas escolares.
- Realizar auditorias periódicas à segurança digital da escola.
8. Formação e Sensibilização
- Promover formação contínua para docentes e funcionários (e alunos, pelos DT, no início de cada ano escolar) sobre boas práticas de cibersegurança.
- Incentivar uma cultura de responsabilidade digital entre toda a comunidade educativa.
Um Ano Mais Seguro
Ao implementar estas medidas, as escolas não podem reduzir significativamente o risco de incidentes digitais e, ao mesmo tempo, fortalecem a confiança da comunidade educativa na proteção dos seus dados. A adoção de boas práticas de cibersegurança contribui para um ambiente mais estável, resiliente e preparado para enfrentar os desafios tecnológicos atuais, permitindo que o foco continue a ser o sucesso educativo dos alunos.
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